SES-MA - MA - 2015 - R1 - 1

Questão 4

EDITAL N° RM 01/2014Em 1982, foi feito um censo hospitalar de crianças nascidas vivas em Pelotas (RS). Na ocasião, foram examinados 5914 bebês. Coletaram-se informações sobre as condições socioeconômicas das famílias, bem como o sexo, peso, comprimento e outras variáveis de saúde da criança. Essas crianças foram reexaminadas em 1982, 1984, 1986, 1997, 2001 e 2004, quando tinham 1, 2, 4, 15, 18-19 e 23 anos. Nestas ocasiões foram pesadas e medidas para avaliação do Índice de Massa Corpórea (IMC). O objetivo era investigar a associação entre a renda familiar e o IMC de adultos jovens, que foram seguidos desde o nascimento. O IMC médio e a prevalência de obesidade diferiram entre os sexos. Em homens (n = 1653), uma relação direta foi observada- quanto maior a renda familiar, maior o IMC. Entre mulheres (n = 1527), esta relação modificada pela idade. Durante a infância, o IMC foi maior entre crianças com maior renda, mas essa associação foi invertida aos 23 anos de idade. Nesta mesma idade, o IMC médio entre mulheres negras foi 1,3 kg/m² maior do que entre as brancas, mesmo após ajuste para a renda atual. Os autores concluíram que a relação entre a renda e o IMC em homens adultos é similar àquele visto em áreas menos desenvolvidas, ao passo que entre mulheres adultas, é similar ao que se observa em países desenvolvidos. Assim, renda e também a cor da pele influenciam o IMC em adultos (Gigante et al. Association of family income with BMI from childhood to adult life: a birth cohort study. Public Health Nutrition: 16(2), 233-239,2012). Na infância, a prevalência de obesidade foi maior nos meninos (9,0%) do que nas meninas (5,0%), ao passo que na vida adulta, foi maior nas mulheres (9,0%) do que nos homens (7,0%). Isto significa que: I) Os coeficientes de prevalência geral, aqui descritos, representam o número de casos novos de obesidade divididos pelo tamanho da população. II) Estas taxas indicam que 9 mulheres a cada 100 desenvolveram obesidade na infância, mas não são mais obesas na vida adulta. III) Os coeficientes de prevalência, específicos por sexo, aqui descritos, representam o número de casos de obesidade em homens e mulheres divididos pelo tamanho da população de homens e mulheres, respectivamente. IV) Coeficientes de prevalência podem ser estimados em estudos transversais e longitudinais. V) Os coeficientes de prevalência podem ser pontuais ou para um período.
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